sábado, 27 de agosto de 2011

Convite à reflexão...

Acredito na máxima “a união faz a força” e é inspirado nesta crença que procuro conquistar o direito de ser Conselheiro Tutelar.

Mas quem eu quero unir e qual objetivo?

Quero unir aqueles que compartilham a opinião de que saímos de uma ditadura baseada na repressão militar e estamos entrando em outra: a da sociedade sem limites. Agora nos oprimimos pelo medo extremo de dosar, de proibir, de cobrar, de responsabilizar... Quando vejo discursos inflamados em defesa dos direitos da criança e adolescente sempre me pergunto: “E os deveres?”. Será que não estamos “estragando” nossas crianças e adolescentes ao abandoná-los num mundo de DIREITOS sem cobrar-lhes os DEVERES?

Leio, assisto e escuto que jovens adultos encontram dificuldades para se adaptarem ao mercado de trabalho por não conseguirem conviver com as regras existentes. Mas não é só isso... Não aceitam as regras sociais, tão pouco a de seus próprios lares. Presenciamos uma geração perigosamente adepta à intolerância: por classe social, cor de pele, opção sexual, necessidades especiais, opinião, etc...
Os sinais são claros e não podemos ser complacentes. Os noticiários estão tomados de crianças e adolescentes agredindo, invadindo, delinquindo, etc...

Diante disto, a maior parte das pessoas, sem saber as origens e os motivos do problema, revoltam-se e na raiva atacam até mesmo os DIREITOS, esquecendo-se que contribuem para que os problemas se agravem, no momento que não ensinam os DEVERES em casa, na escola, na igreja e na sociedade.

O ensinamento dos direitos e deveres tem que fazer parte da formação da pessoa, na infância e juventude. É lá que o rumo é dado, onde essas crianças e adolescentes aprenderão a serem cidadãos.

Acredito que devemos trabalhar objetivamente na criação e aplicação das políticas públicas para a formação e fortalecimento da cidadania. E a fórmula correta é: “Direitos + Deveres”. O Conselho Tutelar tem participação fundamental neste processo. O problema é gigante, o caminho é longo e o desafio está posto! Por isso me desafio a ocupar este espaço, para fazer a diferença, fazer mais.

Conto com a mobiização de todos que compartilham com este ponto de vista e que se identificam com minhas ideias, mas principalmente aprovam o que realizo na prática.

Dia 30 de outubro, das 8h às 17h acontecem as eleições. O voto é facultativo. Mais do que nunca a sua consciência coletiva e espírito de cidadania será fundamental, para sair do conforto de seu lar, da companhia da família para ir votar.

Lembre-se sempre da máxima: “a união faz a força”.

Obrigado à prof. Márcia (Escola Murialdo e Carlos Bina) pela colaboração com o texto.

Briga por briga ou algo mais?

É o retrato da barbarie sobrepondo-se à cidadania...
No Convite à reflexão chego a mensionar casos como este. É lamentável ver a sociedade perdida diante de tanta violência gratuita.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Quem é Joelson, candidato ao Conselho Tutelar de Gravataí

Profissional da área de educação com forte identificação com projetos e atividades do terceiro setor (Organizações da Sociedade Civil), é presidente da ONG Onda Socioambiental de Gravataí e voluntário em diversas organizações e ações de cunho social.

Na formação traz como base o aprendizado de dois cursos técnicos: Administração Informática, cursados respectivamente nas escolas Fundação Bradesco e QI. Capacitou-se ainda em Sistemas de Qualidade (PGQP), Gestão Organizacional para o Terceiro Setor (Sebrae e Parceiros Voluntários) e "Qualificação para Educadores em Participação Social Solidária e Mobilização Juvenil" (Parceiros Voluntários). Atualmente é acadêmico do Curso de Ciências Sociais na UFRGS.

Atualmente Joelson desenvolve trabalho voluntário no projeto Lixo Colorido, que leva orientação e conscientização acerca da cidadania para um meio ambiente saudável e sustentável; atua como orientador no Projeto Pescar em uma importante empresa de Gravataí; além de prestar assistência alimentar e educacional a mais de 30 famílias em situação de vulnerabilidade social, através da Onda Socioambiental.

"Acredito que meu cartão de visitas é o protagonismo. Meus movimentos na busca de uma sociedade melhor são muito objetivos, práticos e sempre unem a solidariedade, aquele socorro imediato, à responsabilidade social." 




Criança precisa dos 2
Mãe + Pai
Feijão + Arroz 
Carinho + Amor
Aprender + Fazer

Então Fica a dica:
Direitos + Deveres = 02
Atitude + Responsabilidade = Joelson 

Créditos: "Viviane R. Rocha"

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O início do Conselho Tutelar


Até dezembro de 1988, quando fizemos  aprovar nossa Constituição Cidadã Republicana, crianças e adolescentes eram rotulados, socialmente, como “menores”.

A Constituição foi um marco de cidadania. Com ela, detonamos de vez a ditadura que esperamos tenha sido a última de nossa Historia, acabamos no Brasil com a doutrina do menorismo (doutrina autoritária e ditatorial, adotada pelos Códigos de Menores de 1927 e de 1979) e passamos a incluir crianças e adolescentes no mundo da... cidadania.

Os maus hábitos, maus usos e maus costumes da cultura de um povo podem ser alterados, mas a História nos mostra que leva tempo. A mudança deve estar, necessariamente, na progressiva aquisição de novos padrões de hábitos, usos e costumes.

O que se propõe o Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, para essa importante transformação: Substituir más práticas sociais por boas práticas, de forma a evitar os fatores que estimulam, induzem, propiciam os vícios de nossa época: agressividade, violência, crime e terror. 

O Conselho Tutelar é uma das instituições criadas para garantir que essa passagem da não cidadania para a cidadania seja feita de forma correta, legal, justa e competente. 

Serão necessárias algumas décadas, talvez toda uma geração de brasileiros, para completar essa transformação histórica, ao longo do Século XXI. 

O Conselho Tutelar não é a única instituição para esse fim. É uma das muitas novas criações da cidadania brasileira para a efetivação dos direitos e deveres humanos, como será detalhado ao longo deste manual.

Texto de: Edson Sêda,
Procurador Federal,
Membro da Comissão Redatora do
Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil.
Prêmio Criança e Paz do Unicef de 1995 
Consultor Internacional para Direitos Humanos